Barcelos acolhe Seminário sobre Forragens Hidropónicas

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Cada vez são mais os utilizadores e produtores de Forragem Verde Hidropónica para a alimentação animal, especialmente de ruminantes. No seguimento do crescente interesse por este inovador processo de cultivo, o auditório da Camâra Municipal de Barcelos irá acolher, no próximo dia 11 de março o “Seminário de Forragem Hidropónica”.

Um produto natural, com muito elevada palatabilidade e excelente qualidade, vem sendo utilizada de forma crescente na região do Minho quer como complemento de arraçoamentos por forma a aumentar a ingestão de matéria seca, com um alimento vivo, vitaminado e saudável, com impacto positivo na prevenção de acidose e laminites aumentando a autonomia da exploração em termos de alimentos.

De igual modo, nas regiões mais secas, e onde a produção de erva no Verão é quase nula, ou muito cara, pelos gastos com irrigação, a produção de forragem num espaço muito diminuto permite grandes economias de escala (energia, água, máquinas) e, em certa medida, reduzir enormemente a necessidade de terra para garantir uma satisfatória produção de gado.
A produção de forragem leva entre 6 e 10 dias, podendo, com tão pouco como 100 metros quadrados produzir mais de 3 toneladas de forragem por dia com a utilização de apenas uma fração de grãos de cereais.

A FVH é produzida em estufas altamente eficientes, permitindo a redução de custos com maquinaria, custos de armazenamento, de combustíveis, de produtos fitossanitários, corretivos e fertilizantes.

Produzida em ambiente controlado e com eficiência energética, transforma-se num “seguro alimentar”, com alimento de regular qualidade ao longo de todo o ano e facilmente controlável consoante as necessidades e efetivo animal a alimentar.

O evento, realizado no coração da principal bacia leiteira de Portugal Continental, Barcelos, visa permitir o encontro de produtores de bovinos, pequenos ruminantes e até equinos com outros produtores já com experiência na utilização nos seus animais assim como alguns dos mais destacados fornecedores de soluções tecnológicas e equipamentos.

Programa:

14h:00- Abertura Presidente Câmara de Barcelos, Bernardo Madeira (Contamais).

Moderador: Pedro Araújo (ESA – IPVC)

14h:30- Como se produz forragem verde hidropónica FVH – Eleusis

15h:15- Os animais e a FVH

15h:45-Economia da produção de FVH – Jorge Zambujo (Monte da Torre)

16H:30- Produção de FVH e a produção leiteira – Dra. Gabriela Pereira (a confirmar)

As inscrições devem ser realizadas através do seguinte link http://goo.gl/forms/bhKBY9qkMc

Informações através do Tel: 258488341 Email: dina.contamais@gmail.com

 

Fonte: http://www.agrotec.pt/

NOVAS TECNOLOGIAS AGRÍCOLAS COM POTENCIAL DE EXPANSÃO

A agricultura, é uma área em que as novas tecnologias têm um enorme potencial de expansão, face não só aos desafios de longa data como a escassez, degradação e maior competição pelos recursos naturais – água e terra, mas também, face às alterações climáticas que vão obrigando a novas práticas agrícolas.

Uma vez que a previsão de crescimento da população mundial é de 9 biliões de pessoas até 2050, haverá necessidade de aumentar a produção de alimentos em mais de 70%.

Neste sentido, propostas  tecnológicas que promovam uma agricultura mais sustentável e que garantam ao agricultor, quer dos países em vias de desenvolvimento quer dos países desenvolvidos, maiores produções e uma remuneração justa do seu trabalho são de incentivar, seja através de políticas de investimento a nível local, implementadas pelos governos de cada país ou a nível internacional, recorrendo-se a  instituições de reconhecido mérito, como a FAO.

Pretende-se que estas soluções, que podem abarcar desde a tecnologia mais simples à mais complexa:

– facilitem e agilizem os processos (desde a produção à colheita, passando pela tecnologia pós-colheita);

– permitam reduzir custos com factores de produção como pesticidas, herbicidas e fertilizantes;

– promovam melhorias a nível biotecnológico dos factores usados (como as sementes, mas sem serem OGM ou transgénicas);

– incentivem o uso por exemplo, de aplicações móveis, atraindo para este sector uma população jovem e mais hábil em tecnologias da informação (o que lhes permitirá um acesso fácil a informação relevante sobre a agricultura e que na maioria das vezes não estaria disponível de outra forma);

– promovam melhorias da agricultura familiar e de subsistência, principalmente em países em vias de desenvolvimento.

 

Neste novo patamar de tecnologia agrícola, investe-se no conhecimento e na maior acessibilidade desse conhecimento, capacitando quem o usa, a aumentar o seu nível de riqueza, ao mesmo tempo que promove a sustentabilidade ambiental e a segurança alimentar, fortalecendo a sua resiliência.

Poderão estas novas tecnologias apoiar também os pequenos agricultores?

Deixamos aqui à discussão… dê-nos a sua opinião.

Fontes:

http://www.ifad.org/pub/ar/2014/e/full.pdf

http://www.ifad.org/rpr2011/report/e/rpr2011.pdf

http://meioambiente.culturamix.com/agricultura/tecnologia-agricola

Fonte: http://blog.openpd.eu/